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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Brasil terá 1,47 milhão de presos até 2025, segundo levantamento

julho 20, 2018
Brasil terá 1,47 milhão de presos até 2025, segundo levantamento





Diagnóstico sobre o sistema prisional foi apresentado pelo ministro Raul Jungmann; dados mais recentes mostram que País tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 726 mil detentos

Teo Cury, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2018 |


BRASÍLIA - O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, apresentou nesta sexta-feira, 20, o diagnóstico sobre o Sistema Prisional Brasileiro. O levantamento mostra que até 2016 - dados mais recentes - a população carcerária era de 726,7 mil, o que coloca o Brasil em terceiro lugar entre os países com maior massa prisional do mundo. De acordo com o estudo, a expectativa é de que a população carcerária brasileira seja de 841,8 mil ao final de 2018 e que chegue a 2025 a 1,47 milhão de presos.



O ministro afirmou que a Justiça criminal adota o encarceramento como solução no País com o respaldo e apoio da opinião pública. “Exposta, vulnerável e com medo da violência, a saída (para a opinião pública) é prender. Quando não, infelizmente, matar. Esta não é a saída que tem que ter. O prende, prende e prende leva a isso (aumento da população carcerária)”, disse, ao ser questionado pelo Broadcast Político.



Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo; levantamento apresentado por Raul Jungmann estima que Brasil terá 1,47 milhão de presos até 2025. Foto: Tiago Queiroz


O País enfrenta ainda um déficit de 358.663 vagas. A taxa de aprisionamento é de 352,6 presos a cada100 mil habitantes. O número, de acordo com o governo, é alto se comparado a outros países. Há ainda 586 mil mandados de prisão em aberto.


De acordo com Jungmann, o crescimento da massa carcerária não é sustentável nem em termos orçamentários, físicos, administrativos ou de controle. “O principal problema que temos hoje em termos de segurança pública é o sistema prisional. Se não enfrentarmos este problema, o Brasil caminha para se tornar prisioneiro, refém do seu sistema prisional e penitenciário. Esta frase é muito dura de se dizer, mas essa é a verdade.”

O ministro afirmou que entrará em funcionamento na próxima semana a Coordenação Nacional de Inteligência e Operações contra Facções Criminosas. Segundo ele, o núcleo contará com membros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda, do Banco Central, Agência Brasileira de Inteligência, das Forças Armadas e da Polícia Federal. 

“Estamos colocando ainda à disposição recursos da ordem de R$17 milhões para a instalação de bloqueadores de sinal em todas as unidades prisionais que os governos estaduais queiram.” De acordo com ele, a medida tem por objetivo impedir a troca de informações entre as facções de dentro e de fora do presídio.

“Também estará à disposição dos Estados R$ 15 milhões para tornozeleiras eletrônicas. Quando se coloca o réu primário que cometeu crime de baixo impacto na prisão ele, para sobreviver, tem de ingressar na criminalidade. Vamos, então, apoiar e financiar os Estados que requeiram o mecanismo de acompanhamento.”

Segundo o ministro, o presidente Michel Temer deverá assinar na próxima semana um decreto sobre política federal para egressos. “Serão disponibilizados R$ 50 milhões. A taxa de reincidência varia de 40% a 70%. Se não tivermos uma política de egressos, se quando ele sair não tiver alternativas, permanecerá nas mãos do crime organizado.”

Uma outra medida citada pelo ministro é uma legislação enviada ao Congresso Nacional para que chefes de facções cumpram suas penas dentro de presídios de segurança máxima nacionais. “Hoje, esses chefes de facções passam o período de um ano. A ideia é que passem a cumprir a integridade de sua pena lá dentro.”

“Queremos ainda extinguir as visitas íntimas, que funcionam de elo de informação. Também queremos legislar os parlatórios, para que as conversas sejam devidamente registradas e este acesso seja feito somente por ordem judicial para nunca prejudicar a defesa do preso. Se não cortarmos fluxo de informação dos chefes e suas gangues, estaremos enxugando gelo.”

Jungmann afirma que é grande a desproporção entre o volume de presos que cumprem sentença em regime fechado e em semiaberto. Na avaliação do ministro, seria necessário ampliar o número de presos no semiaberto para reduzir o total sentenciado no regime fechado. “Como não tem unidades em quantidade suficiente para o semiaberto, o juiz manda (o condenado) para o fechado. Outro problema é que 40% dos presos encontram-se em prisão preventiva”, disse.

Diretor jurídico da ONG Conectas, Marcos Fuchs analisa que a população carcerária no Brasil dobra a cada dez anos desde 1990. Para ele, a projeção de 2025 é "assustadora, mas previsível". "O mundo todo está diminuindo a população carcerária, só no Brasil a tendência é aumentar", diz. 

O especialista acredita que, com este ritmo de crescimento, a população prisional no Brasil deve ultrapassar a da China que, embora tenha 1,6 milhão de presos, tem reduzido a quantidade de pessoas encarceradas. Desta forma, assumiria o 2º lugar no ranking mundial, só atrás dos Estados Unidos (2,2 milhões).

"Será mais um recorde nefasto para a gente", diz Fuchs. "Os índices de violência, como furto e roubo, por exemplo, só aumentam no Brasil. Ou seja, prender mais não significa menos crime na rua. Significa mais soldados para o crime organizado."

Não vai caber. O diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, avalia que a política carcerária do Brasil privilegia a prisão em flagrante, principalmente de ocorrências relacionados a drogas. "Mantido o ritmo, não só vamos dobrar o número de presos: não vai caber nos presídios."

"Desse jeito, a gente acaba criando uma visão muito distorcida, deixando de investigar os crimes mais violentos e perigosos, como homicídios, latrocínios e estupros. Então, um caminho é criar uma política que priorize a prisão de crimes violentos", afirma. "O outro é o Judiciário fazer esforço para julgar casos pendentes e, de fato, analisar se há necessidade ou não da pessoa que está presa continuar no presídio.

O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Tácio Muzzi Carvalho e Carneiro, afirmou que, no curto prazo, a expectativa do governo é de ampliar a aplicação de medidas para evitar o encarceramento - como o monitoramento eletrônico, por exemplo. “Vamos adotar e estamos tentando ver convênios que já existem com os Estados. Um segundo ponto, que não está apenas em nossa esfera, é incentivar o debate com o Judiciário, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública sobre o tema”, disse Muzzi.



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Irritado, Sgt Eliomar Rodrigues, diz que não sucumbirá à pressão da velha política corrupta candanga.

julho 20, 2018
Irritado, Sgt Eliomar Rodrigues, diz que não sucumbirá à pressão da velha política corrupta candanga.


Em vídeo que está viralizando nas redes sociais ele diz :

"NÃO CAIO NO CANTO DA SEREIA, NÃO SEREI BUCHA DE CANHÃO!"



Assistam até o final





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DEM e PHS querem agregar a maioria dos candidatos Militares

julho 20, 2018
DEM e PHS querem agregar a maioria dos candidatos Militares
Foto: divulgação DEM

O Democratas (DEM) e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) do Distrito Federal fecharam acordo, nesta sexta-feira (20/7), e vão sair juntos para as eleições proporcionais deste ano. O acordo foi selado entre lideranças dos dois partidos, que esperam eleger ao menos um deputado federal e dois distritais no pleito de outubro.

Segundo os termos da aliança, o DEM deve abrigar representantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, como o suplente de distrital Subtenente Hermeto e o ex-lutador do UFC (Ultimate Fighting Championship) Paulo “Caveira” Thiago. No PHS, estarão o deputado distrital Lira e Dedé Roriz. Quando a campanha chegar às ruas, os postulantes de um grupo darão palanque aos do outro.


“São nominatas equivalentes, então ninguém vai se sobressair. Apesar de ter o Lira, com um mandato do outro lado, teremos bons nomes. Foi uma aliança bem feita e esperamos eleger representantes na Câmara dos Deputados e na Legislativa”, destacou o presidente do DEM, deputado federal Alberto Fraga (ao centro na foto em destaque, com lideranças do PHS). Ele será candidato ao Senado Federal.

A unificação de nomes das corporações militares tem sido objetivo de Fraga desde o ano passado, quando começaram as negociações. Na eleição passada, os representantes de PMs e bombeiros somaram mais de 60 mil votos, mas não foi suficiente para eleger sequer um distrital. Agora, têm nova oportunidade e poderão se filiar por 45 dias a partir do dia 4 de agosto, por norma eleitoral.


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VÍDEO – Homem esbarra em repórter ao vivo e grita “Globo golpista”

julho 20, 2018
VÍDEO – Homem esbarra em repórter ao vivo e grita “Globo golpista”
Caso ocorreu nessa sexta-feira quando o repórter da GloboNews informava a confirmação por parte do PDT da candidatura de Ciro Gomes a presidência da república pelo partido.
Vejam:

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Eleições PMDF 2018 - Capítulo 01

julho 20, 2018
Eleições PMDF 2018 - Capítulo 01





Atualmente o cenário político dos pré-candidatos ao cargo de Deputado Distrital que pretendem se eleger com votos da corporação anda bastante conturbado.



Em uma visão rápida, separamos aqueles que já possuem partido certo e

aqueles que pretendem fechar o chamado Chapão.

Dos que já decidiram partido

O Guarda Jânio, em que pese seus mais de 14 mil votos em 2014, encontra-se filiado ao PROS e não irá encarar uma
nominata muito fácil, pois lá já possuem dois concorrentes de peso, sendo:
- Delegado Fernando Fernandes (12.079 votos em 2014); e
- Deputada Telma Rufino (11.364 votos em 2014 ).

O Sgt Lusimar "Jabá" (1114 votos em 2014) - e o ST Ricardo Pato(3697 votos em 2014), encontram-se ligados ao PSC e também terão um páreo duro pela frente, com toda a equipe do pastor querendo uma vaga, tendo:
- Daniel de Castro (9.244 votos em 2014);
- Iolanda Almeida (8.462 votos em 2014); e
- Valério da Maranatha (7.018 votos em 2014).

O Sgt Ailton Miranda, encontra-se ligado ao PTC, que também possui cabeças de chave na nominata:

- Bena Domingos (8.027 votos em 2014); e
- Eduardo Pedrosa (7.229 votos em 2014).

Dos que estão esperando as coligações para decidir

O St Hermeto, ex-administrador da Candangolândia, obteve quase 10.000 votos na última eleição;

O St Geraldo (529 votos em 2014), presidente da associação dos lotes de beco com quase 2.000 famílias beneficiadas e um grande trabalho contra derrubadas;

O Sgt Bonina (Véi da 12), que conta com a grande simpatia do público da Ceilândia; e

O Sgt Paulo Thiago (Caveira), que conta com seus fãns do “MundoUFC/Fitness” e academias de Brasília.

Há rumores de que assim que sair as coligações, estes 4 acima (Hermeto, Véi da 12, Geraldo e Caveira) irão se unir em um partido ou coligação que não possua nenhum “Cabeça de Chave”.

Será que os votos da corporação servirão para fazer outros candidatos?

Em quem a corporação deve apostar nos que estão isolados ou nos que se unirão?

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.




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Campanha presidencial de Jair Bolsonaro poderá ter mais de R$225 milhões em voluntariado

julho 20, 2018
Campanha presidencial de Jair Bolsonaro poderá ter mais de R$225 milhões em voluntariado











Imagem: Danilo Verpa/FolhaPress

O apoio é público e notório. A militância em favor do pré-candidato à presidência Jair Messias Bolsonaro está nas redes sociais, nos aeroportos e nas ruas. O número de apoiadores confessos do presidenciável nas redes sociais é expressivo: diversas fotos de perfil constam com seu nome e muitas com os dizeres “eu faço campanha de graça”.

Os vídeos de chegada do presidenciável aos aeroportos são inúmeros, e em cada vídeo há milhares de pessoas para recebe-lo – qualquer busca no YouTube pode comprovar isso. Os outdoors em apoio ao presidenciável, viabilizados por meio de vaquinhas voluntárias entre os organizadores, estão espalhados em várias cidades do Brasil.

Só no estado da Bahia, ao fazer uma rápida busca de imagens no Google, é possível encontrar outdoors inaugurados em nada menos que 20 municípios Baianos. Possivelmente a quantidade de outdoors deve ser bem maior.

Apenas na minha cidade (Manaus, Amazonas), eu já vi mais de 3 outdoors e um painel eletrônico, além de um passeio do “Bolsoneco” de 12 metros de altura pelo Rio Negro numa imensa balsa (confira). Esses números e fatos são interessantes.

Mas, partindo para uma visão financeira e de prática eleitoral, quanto será que vale em reais essa militância para o PSL de Bolsonaro? Cálculos estimam que a militância pró-Bolsonaro poderia valer em torno de 225 milhões de reais, considerando apenas a mão-de-obra dos apoiadores.

Essa estimativa leva em consideração uma despesa eleitoral que é bastante comum: a diária de apoiadores. A diária serve pra remunerar pessoas que farão o trabalho de distribuir material gráfico do candidato nas ruas, balançar bandeiras, acompanhar candidatos ligados ao presidenciável ou o próprio em caminhadas, pedir votos em semáforos, dentre outras atividades eleitorais diversas.

Pela legislação eleitoral, a diária desses apoiadores gira em torno de R$50,00 (considerando o salário mínimo, alimentação, transporte e encargos sociais). Além da diária, a estimativa calculada também leva em consideração duas outras variáveis: a quantidade de militantes pró-Bolsonaro engajados no Brasil e a quantidade de dias que eles podem trabalhar durante a campanha.

Todo candidato costuma ter uma quantidade de apoiadores voluntários que vestem a camisa da campanha e fazem esse trabalho sem cobrar. Mas os números do presidenciável Jair Bolsonaro parecem ser muito acima do normal, dado o forte engajamento que seus apoiadores demonstram.
Cálculos da estimativa de R$225 milhões

Além da diária de R$50,00, o cálculo leva em consideração outros dois números: uma estimativa da quantidade de militantes engajados pró-Bolsonaro no Brasil inteiro e a quantidade de dias que eles poderiam “fazer campanha de graça”, como frequentemente postam nas redes sociais. Vamos começar pelo segundo número.
Quantidade de dias de “campanha grátis”

Teremos 52 dias de campanha eleitoral em 2018, de 16 de Agosto até 06 de Outubro. Nesse período, serão 36 dias úteis e 16 dias não úteis.

Considerando que os apoiadores voluntários de Jair Bolsonaro possuem suas profissões e empregos, só poderiam portanto apoiar sua campanha no período da noite dos dias úteis e nos dias não úteis (sábados e domingos). Somando-se os 16 dias não úteis com uma fração (um período à noite) dos 36 dias úteis, teríamos um total aproximado de 30 dias de campanha que poderia ser realizada pelos voluntários.
Quantidade de militantes

A quantidade de militantes pró-Bolsonaro que estaria disposta a fazer campanha de graça precisa ser estimada. Para calcular estimativas é preciso considerar uma série de variáveis, premissas e comparações válidas.

Uma alternativa é se utilizar de um método não científico com premissas razoáveis, que consigam alcançar certo consenso geral. Utilizaremos aqui essa alternativa.

Por exemplo, Jair Bolsonaro apresenta em torno de 15% das intenções de votos nas pesquisas. Extrapolando esse número para todos os eleitores da última eleição que votaram (em torno de 100 milhões de pessoas), isso equivale a 15 milhões de potenciais eleitores do presidenciável.

É aqui que incluímos a premissa para o cálculo: digamos que apenas 1% desses eleitores decida fazer campanha de graça para Jair Bolsonaro. Nesse caso, teremos 150 mil voluntários que preencheriam as 30 diárias mencionadas acima.
A conta final

Como resultado, a conta segue assim: 150.000 (1% dos eleitores de Jair Bolsonaro) x 30 (dias não úteis de eleição) x R$50,00 (valor da diária), totalizando 225 milhões de reais em voluntariado para o presidenciável durante todo o período da campanha.

O grande desafio de Jair Bolsonaro seria então conseguir mobilizar, equipar e distribuir funções para esse 1% de seus eleitores engajados, algo possivelmente a ser analisado pela sua equipe de campanha.

A julgar pelo que se observa nas redes sociais, nos aeroportos, nos adesivos de carros, nas pessoas literalmente vestindo a camisa de Bolsonaro nas ruas, nos outdoors e nos painéis eletrônicos, todos em favor de Jair, acredito que a proporção desse tipo de engajamento voluntário pode ser muito maior que 1% dos seus eleitores.

Por exemplo, se esse número eventualmente alcançar 10% dos eleitores de Jair, esse valor de voluntariado alcançaria mais de R$2 bilhões.

Parece-me um vultuoso recurso eleitoral, se bem utilizado. E nenhum outro candidato possui um engajamento voluntário sequer parecido com o de Jair Bolsonaro, ao que tudo indica.
http://conexaopolitica.com.br/artigo/campanha-presidencial-de-jair-bolsonaro-podera-ter-mais-r225-milhoes-em-voluntariado/



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Servidores públicos estão cada vez mais endividados

julho 20, 2018
Servidores públicos estão cada vez mais endividados


Saldo das operações de crédito consignado de funcionários de União, estados e municípios alcança R$ 180 bilhões, montante quase 10 vezes maior do que o contratado por trabalhadores da iniciativa privada




(foto: Thiago Fagundes/CB/D.A Press)
(foto: Thiago Fagundes/CB/D.A Press)
Não são apenas os segurados da Previdência Social, como o Correio mostrou na edição dessa quarta-feira (17/7), que têm aumentado o endividamento em operações de crédito consignado. Servidores da União, de estados e de municípios já devem R$ 180,2 bilhões aos bancos nessa modalidade, de acordo com dados do Banco Central (BC). Entre janeiro e maio, esse grupo tomou R$ 4 bilhões em empréstimos. Em média, os funcionários da administração pública contratam, diariamente, R$ 26,8 milhões em financiamentos com desconto em folha.

Os servidores devem quase 10 vezes mais do que os trabalhadores do setor privado, que têm uma saldo de R$ 19 bilhões de empréstimos consignados com instituições financeiras. Nos cinco primeiros meses do ano, assalariados com carteira assinada tomaram R$ 602 milhões em operações desse tipo, uma média diária de R$ 3,9 milhões, ou quase sete vezes menos que o contratado por funcionários públicos.

O valor das operações revela ainda outra diferença entre as duas categorias. Os 11,4 milhões de trabalhadores da administração pública devem, em média, R$ 15,7 mil cada um. Por sua vez, os 32,7 milhões de assalariados do setor privado têm, individualmente, uma dívida média de R$ 580 com o consignado. Os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram os que mais incentivaram a contratação de empréstimos consignados e contribuíram para um crescimento significativo do estoque dessa linha de crédito.

Facilidades

Em setembro de 2015, o Congresso autorizou servidores, beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e trabalhadores do setor privado a comprometer até 35% da remuneração com empréstimos com desconto em folha — antes, o limite era de 30%. O texto definiu que a faixa adicional deve ser usada, exclusivamente, para o pagamento das despesas com cartão de crédito, de modo a reduzir o comprometimento com essa linha, mais cara.

Um ano antes, em setembro de 2014, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) havia elevado de 60 para 72 meses o prazo de pagamentos desses financiamentos. E o Ministério do Planejamento, aumentado de 60 para 96 meses o período máximo para quitação dessas operações. No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, esse prazo é negociado com os bancos e depende do valor do financiamento.

Em 2017, uma das medidas estudadas pelo governo para tentar alavancar a economia era aumentar, novamente, o prazo para pagamento de empréstimos consignados. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), declarou, na época, que o Executivo elevaria para até 130 parcelas o prazo concedido a servidores federais para quitar as operações. Na avaliação do senador, o alongamento do prazo das dívidas diminuiria o valor das prestações e abriria espaço para as famílias consumirem. Após fortes críticas, a proposta foi abortada.




Renda maior

Os servidores públicos são favorecidos por juros mais baixos na hora de contratar um crédito consignado. A taxa média mensal chega a 1,8% e, ao ano, a 23,6%. Para trabalhadores do setor privado, o custo do financiamento é maior e chega a 2,8% mensais. No ano, os juros cobrados dos assalariados com carteira assinada alcançam 40,1%.

A diferença nas taxas pode ser explicada pelo nível de inadimplência. Entre os servidores públicos, o percentual de dívidas atrasadas em mais de 90 dias chegou a 2,4% em maio. No caso dos trabalhadores do setor privado, essa parcela é de 4,1%.

O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, destacou que há uma peculiaridade no caso dos servidores. “No setor público, a renda dos trabalhadores é maior. Isso pode estar por trás do endividamento. Com salários maiores, podem comprometer uma maior parte com consignados. Já o setor privado sofre com uma média salarial menor”, avaliou. O economista ainda destacou que, em períodos de menor crescimento econômico ou de recessão, há maior rotatividade e mais desemprego, o que diminui o apetite dos bancos em emprestar para trabalhadores do setor privado, mesmo que com desconto em folha.

Bola de neve

Na avaliação do economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do BC, tanto servidores públicos quanto trabalhadores da iniciativa privada precisam tomar cuidado ao contratar os financiamentos. Segundo ele, mesmo que essas operações tenham taxas mais baixas, os brasileiros têm forte disposição ao consumo, o que pode transformar as dívidas em verdadeiras bolas de neve. “É preciso que o tomador faça contas e economize para não cair em armadilhas”, aconselhou
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Comandante da PM diz que cabo sacou a arma para ele: “Fato lamentável”

julho 20, 2018
Comandante da PM diz que cabo sacou a arma para ele: “Fato lamentável”
Força Invicta pede que caso seja devidamente apurado

Foto: Raul Golinelli

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais da Bahia – Força Invicta divulgou, nesta quinta-feira (19), uma nota oficial sobre o caso de tentativa de agressão de uma cabo da PM contra o comandante dela, no município de Itabuna, sul da Bahia.

Segundo a entidade, o Major Edson Brito Júnior alegou que, durante a confusão, a cabo intentou sacar uma arma que estava guardada dentro da bolsa dela. De acordo com o comandante, apesar dela se tratar de uma policial, o caso precisa ser devidamente apurado.

“A lavratura da prisão de um Policial Militar em flagrante delito não é satisfação nem orgulho para qualquer dos membros da honrosa Instituição PM, no entanto, não há como atuar no seio da sociedade para evitar ilegalidades e fechar os olhos para condutas ilegais internas. O fato é que esse lamentável episódio vem sendo utilizado por oportunistas para mais uma vez criar um ambiente de discórdia entre oficiais e praças da PMBA”, diz trecho da nota.

Entenda o caso

Uma cabo da Polícia Militar foi presa após tentar agredir o comandante da Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv), em Itabuna, sul da Bahia, na segunda-feira (16). Segundo informações da PM, a situação aconteceu “durante uma audiência interna para tratar de assuntos referentes ao serviço”.

Durante a confusão, a policial foi contida pelo subcomandante e logo após foi autuada em flagrante delito e segue custodiada no 12º Batalhão. A corporação tratou o caso como “desequilíbrio emocional” e garantiu que irá prestar auxílio psicológico e psiquiátrico à policial, junto ao Departamento de Promoção Social (DPS).

De acordo com a Associação de Praças (APPM), a policial teria sido liberada da prisão na manhã desta quinta-feira (19).
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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Resultado final Prova Objetiva + Redação no concurso para praças da PMDF

julho 19, 2018
Resultado final Prova Objetiva + Redação no concurso para praças da PMDF

Izalci roda e Rosso será cabeça chapa na tal 3°via

julho 19, 2018
Izalci roda e Rosso será cabeça chapa na tal 3°via
O grupo intitulado de 3° via terá como capitão e candidato ao Palácio do Buriti o Deputado Federal Rogério Rosso do PSD.
O grupo e integrado pelo PSDB, PRB, PSD, DC, PPS e PSC
Atentos fiquemos!!!



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